segunda-feira, 27 de julho de 2009

A saudade que dá

O fim de férias e o clima gelado me fazem lembrar de um passado que não volta mais. A saudade de uma casa que nunca foi minha e de uma família que não era de verdade. A vontade de uma cidade que não era bela, mas atraía e chamava. De uma vida que era o meu conto de fadas.

Sempre sonhei com a Inglaterra. Sonho. Nunca acreditei nisso, mas quando pisei no Aeroporto de Heathrow senti aquela sensação estranha de realização misturada com medo, este último agravado pela censura na imigração. Mas, com o passar do tempo, a diminuição do temor e a adaptação à saudade me fizeram sentir cada vez mais em casa anquela cidadezinha litorânea que nada tinha a ver comigo, sempre com o desejo da espera pelo jantar ou pela procura, em um dia esporádico da semana, de um pub aberto que transmitisse qualquer evento pela Skysports ou pela falida Setanta. Ainda, nas noites gélidas que eu saía de casa com a roupa de dormir e me encaminhava ao posto telefônico na esquina para dar um alô para casa e ia dar uma volta pelo bairro.

Tudo isso passou infelizmente. Não sei se soube aproveitar cem por cento. Melhor, sei e não soube. Mas, faz diferença? Agora não. Só é estranho sentir saudade de algo que nunca foi realmente seu.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pressão, Pressão, Pressão !

Nós nunca percebemos que estamos crescendo. Isso só acontece quando sofremos algum baque forte. Quando sentamos no banco da frente do carro, quando chegamos ao Ensino Médio ou quando temos nossa primeira vez. Todos estes são sinais inequívocos de que a vida está passando e tudo está ficando para trás. O próximo passo, no momento, é o Vestibular.

Não será fácil, nunca será na verdade. A dúvida ronda a cabeça de quase todos que conheço e a pressão pela escolha correta aumenta a cada dia que passa. E se eu escolher errado? E se a faculdade não for tudo isso que eu penso? E se eu não passar na USP?

A pior parte de tudo isso é quando a pressão não vem só dos pais, mas sim quando ela vem de você mesmo ou dos próximos. Não é agradável, não é desejável e não é recomendável. Parece que o mundo vai passando e se preparando enquanto você está ali parado tentando relaxar um pouco nas suas férias em seu ritmo lento e dosado de estudos. Mas é impossível.

sábado, 11 de julho de 2009

Viva a moda!


Diagnóstico: Modinha útil;

Agente infeccioso
: Todos aqueles que acham o orkut uma exclusividade nacional inútil;

Sintomas: Grandes eventos ocorrendo pela nova forma social de comunicação - como o Muricy rejeitando o Palmeiras

Entreguei-me. Na noite deste sábado, depois de relutar e achar que não servia para nada, resolvi aderir a moda do Twitter. As manifestações contra as fraudes nas eleições no Irã e contra os massacres nas províncias separatistas chinesas já haviam chamado minha atenção para a nova ferramenta de comunicação social. Como o orkut já estava ficando meio caído, o Twitter chegou em boa hora.

Tudo começou quando meu irmão estava no quarto e tocava músicas dos JONAS BROTHERS - sim, meu irmão me decepciona e ouve isso sem a menor vergonha na cara - e, enquanto fazia um chat - exatamente isso, com a webcam ligada, violão na mão, pensando que é um astro do rock(?!) adolescente - para suas amigas JONAS e eu entrei na onda. Comecei a cantar, fazer graça, quase um Programa do Jô. Quando eu menos esperava, via as meninas comentando, rindo e dizendo sobre ele e sobre mim. Peguei, tentei cantar Strokes com ele, óbvio que não saiu, e aí elas caíram na risada.

Resolvi sair de lá e twittar. Viva a tecnologia!